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Domingo, Novembro 13, 2011
Sábado, Abril 23, 2011
- alilderson cardoso de jesus, 2:12 PM
Sexta-feira, Fevereiro 25, 2011
- alilderson cardoso de jesus, 3:42 PM
- alilderson cardoso de jesus, 3:36 PM
Quinta-feira, Fevereiro 24, 2011
- alilderson cardoso de jesus, 1:12 PM
Sexta-feira, Janeiro 14, 2011
Fique por dentro
- alilderson cardoso de jesus, 9:32 PM
Terça-feira, Novembro 16, 2010
POST TRÊS
O mundo das máquinas e seus mímicos por J.G. Ballard
No último post citei de passagem o escritor J.G. Ballard. Recentemente morto, o escritor nipo-britânico pautou sua obra pelo refinamento e espírito crítico. Uma crítica cuja acidez voltá-se, essencialmente, contra os rejeitos da sociedade de consumo. Um exemplo bastante feliz dessa literatura corrosiva é o romance Crash Obra Prima que por sua vez inspirou um grande filme homônimo lançado em 1996 dirigido por David Cronnemberg .
Tanto o filme quanto o livro apresentam a idéia perturbadora de homens e mulheres possuídos (sexualmente, inclusive) por automóveis, numa atmosfera em que acidentes automobilísticos apimentam o gozo nos envolvidos nessa experiência bizarra.
O romance, e detenho-me agora penas ao romance, Crash é narrado em primeira pessoa por seu protagonista um publicitário que apresentado a uma espécie de líder duma espécie de seita fetichista pelos tais acidentes automobilístico adentra um universo feito de cicatrizes corpóreas e psicológicas colecionadas como troféus. Neste ambiente incomum que atravessa o protagonista e outros personagens, a deformação é beleza e a beleza deformação.
O espírito do romance, bem capitado por David Cronemberg em seu filme, caracteriza-se por apresentar de forma “natural” um ambiente apocalíptico. A insanidade, nesse romance, desfila sem cerimônia com despudor acachapante diante do leitor, sem alarde ou histeria.
Então dotado de uma atmosfera assumidamente pornográfica, o texto de Ballard escancara uma sociedade de espetáculo que, como faz a própria pornografia de consumo, banaliza o uso de uns pelos outros numa orgia mecânica desprovida de qualquer sentimento mais profundo do que o desejo imediato ou fingimento de desejo. Com isso o autor impõe ao leitor uma sociedade degradada e degradante que assustadoramente não é o delírio de um escritor genial, mas sim a realidade que nos acossa diariamente e que diariamente encaramos com uma modorrenta naturalidade.
- alilderson cardoso de jesus, 9:40 PM
Para ler e queimar
O mundo das máquinas e seus mímicos por J.G. Ballard
No último post citei de passagem o escritor J.G. Ballard. Recentemente morto, o escritor nipo-britânico pautou sua obra pelo refinamento e espírito crítico. Uma crítica cuja acidez voltá-se, essencialmente, contra os rejeitos da sociedade de consumo. Um exemplo bastante feliz dessa literatura corrosiva é o romance Crash Obra Prima que por sua vez inspirou um grande filme homônimo lançado em 1996 dirigido por David Cronnemberg .
Tanto o filme quanto o livro apresentam a idéia perturbadora de homens e mulheres possuídos (sexualmente, inclusive) por automóveis, numa atmosfera em que acidentes automobilísticos apimentam o gozo nos envolvidos nessa experiência bizarra.
O romance, e detenho-me agora penas ao romance, Crash é narrado em primeira pessoa por seu protagonista um publicitário que apresentado a uma espécie de líder duma espécie de seita fetichista pelos tais acidentes automobilístico adentra um universo feito de cicatrizes corpóreas e psicológicas colecionadas como troféus. Neste ambiente incomum que atravessa o protagonista e outros personagens, a deformação é beleza e a beleza deformação.
O espírito do romance , bem capitado por David Cronemberg em seu filme, caracteriza-se por apresentar de forma “natural” um ambiente apocalíptico. A insanidade, nesse romance, desfila sem cerimônia com despudor acachapante diante do leitor, sem alarde ou histeria.
Então dotado de uma atmosfera assumidamente pornográfica, o texto de Ballard escancara uma sociedade de espetáculo que, como faz a própria pornografia de consumo, banaliza o uso de uns pelos outros numa orgia mecânica desprovida de qualquer sentimento mais profundo do que o desejo imediato ou fingimento de desejo. Com isso o autor impõe ao leitor uma sociedade degradada e degradante que assustadoramente não é o delírio de um escritor genial, mas sim a realidade que nos acossa diariamente e que diariamente encaramos com uma modorrenta naturalidade.
POST TRÊS
Para ler e queimar
O mundo das máquinas e seus mímicos por J.G. Ballard
No último post citei de passagem o escritor J.G. Ballard. Recentemente morto, oescritor nipo-britânico pautou sua obra pelo refinamento e espírito crítico. Uma crítica cuja acidez voltá-se, essencialmente, contra os rejeitos da sociedade de consumo. Um exemplo bastante feliz dessa literatura corrosiva é o romance Crash Obra Prima que por sua vez inspirou um grande filme homônimo lançado em 1996 dirigido por David Cronnemberg .
Tanto o filme quanto o livro apresentam a idéia perturbadora de homens e mulheres possuídos (sexualmente, inclusive) por automóveis, numa atmosfera em que acidentes automobilísticos apimentam o gozo nos envolvidos nessa experiência bizarra.
O romance, e detenho-me agora penas ao romance, Crash é narrado em primeira pessoa por seu protagonista um publicitário que apresentado a uma espécie de líder duma espécie de seita fetichista pelos tais acidentes automobilístico adentra um universo feito de cicatrizes corpóreas e psicológicas colecionadas como troféus. Neste ambiente incomum que atravessa o protagonista e outros personagens, a deformação é beleza e a beleza deformação.
O espírito do romance , bem capitado por David Cronemberg em seu filme, caracteriza-se por apresentar de forma “natural” um ambiente apocalíptico. A insanidade, nesse romance, desfila sem cerimônia com despudor acachapante diante do leitor, sem alarde ou histeria.
Então dotado de uma atmosfera assumidamente pornográfica, o texto de Ballard escancara uma sociedade de espetáculo que, como faz a própria pornografia de consumo, banaliza o uso de uns pelos outros numa orgia mecânica desprovida de qualquer sentimento mais profundo do que o desejo imediato ou fingimento de desejo. Com isso o autor impõe ao leitor uma sociedade degradada e degradante que assustadoramente não é o delírio de um escritor genial, mas sim a realidade que nos acossa diariamente e que diariamente encaramos com uma modorrenta naturalidade.
Terça-feira, Novembro 09, 2010
Quinta-feira, Novembro 04, 2010
a Literatura é um lugar estranho aos sonhos de consumo. Isso porque a literatura pergunta demais. A literatura costuma ser a esperteza insaciável duma criança de seis anos, com a diferença de ser uma criança de seis anos que já muito passou pela vida e portanto pode fazer um número ainda maior perguntas inconvenietes. Não digo que a literatura ensina a pensar, mas acho que ela ensina a tomar conhecimento do ato de pensar. A literatura, portanto, faz o oposto de que qualquer diversão ligeira costuma fazer. Sito como exemplo o texto de andoque uma criaMeu nome é Alilderson de Jesus. Escrevo não uma ficção. Mas de dentro de uma, vigiada por assassinos e psiquiatras; perpetuada por mortes, leis e comprimidos. Escrevo num espaço midiático modesto, miserável se comparado a outras mídias habitadas por vigaristas charlatões e tantos outros que nos vendem analgésicos e Jesus Cristo.
- alilderson cardoso de jesus, 9:58 AM
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Jesus - as paixões de cristo
SOCIEDADE DE CONSUMO NUMA SIMPLES AMBULÂNCIA PELAS RUAS
Deitado ao olhar do teto, estou afundando na cama lamentando o fato de não ser mais uma dessas pessoas que desconhecem com felicidade a própria miséria. Cansado do olhar vazio do teto, saio às ruas. Uma loura que eu não posso comprar me corteja sorridente num out dor. Ela não tem idéias ou palavras, mas parece bem mais viva – em sua imobilidade silenciosa e gaia – do que eu.
Caminho por mercearias e condomínios sob a vigília de câmeras (que julgamos nos proteger). Sob os olhos desses centuriões modernos podemos nos sentir sob a égide de uma aura de acolhimento como se a invasão de nossa privacidade produzisse uma couraça à prova de possíveis atentados. Eu sigo meu caminho, diante disso tudo, meio tonto, exibindo uma falsa furiosa resignação.
Quando não estou sendo massacrado pelos compromissos da infantilizada vida adulta, apanho um lápis e escrevo. Tenho opiniões. Toda gente as tem, tem-nas sobre tudo e na maioria das vezes “sobretudo”. Mas agora o mais grave é que há mais meios para fazer publicidade das opiniões; uma publicidade gerenciada pela noção de que qualquer prática mais íntima precisa ser exibida como as notas limpas dum exímio pianista. Assim a noção mais elementar de privacidade se rende não só à vigília de câmeras como ao fetiche por elas. Então, dentro deste universo de simulacros nos cercamos de todo o barulho que a indústria puder inventar. É claro que vez ou outra, imersos no ruído dos táxis e dos rádios dentro dos táxis, da trilha sonora em cabeleireiros, casas de massagem, elevadores e metrôs, podemos escolher a que tipo de poluição auditiva queremos nos submeter no desalarmado desespero ou na inconseqüente alegria do dia a dia.
De animais políticos viramos animais domésticos presos a sites de relacionamento, a páginas eletrônicas e a blogs como pacientes terminais a um soro de ilusão de vida. Aliás ilusão é tudo que temos e nosso estranho desejo por alguma publicidade, mesmo que não saibamos direito o que estamos vendendo, é só mais produto interno bruto de nossa fantasia encalhada entre vender e comprar ou ainda entre se vender para poder comprar e de comprar para poder se vender. Tudo isso numa sociedade que encena várias vezes a própria morte para lucrar com o seu apocalipse.
Volto para casa, mas não mais para o olhar do teto. Vou receber o caloroso abraço da tela de meu computador com suas putas pudicas de anúncio de lingerie e seus garotos-propaganda sociopatas a saltar de páginas eletrônicas como as letras mortas de um livro, no entanto, mais vivas do que eu.
Também abraço a tela que me abraça como um náufrago a agarrar-se numa pobre tábua de ficção; uma ficção ainda mais pobre que a ficção em que estamos todos imersos e que por sua vez insistimos de chamar realidade. Uma realidade placidamente desconstruida pelo escritor nipo-britanico J.G Ballard que, em uma espécie de prólogo a um de seus romances(Crash para ser mais preciso), afirma que cabe ao escritor produzir realidade para combater a má ficção que se tornou nossas vidas. Assim, Ballard desnuda esta triste encenação em que somos atores desavisados achando que nossas falas são espontâneas e não parte dum script.
Agarrado à tela do computador como a uma outra tábua de ficção não menos virtual que a “real realidade” sou atacado por essas idéias quando decido voltar a escrever nesse blog considerando a ficção literária a única forma resistente de realidade. Logo me vem a mente algumas cenas de livros que minha memória rasgou e outras perdidas em páginas intactas que memória guardou. Daí penso que os mundos bizarros da ficção costumam ser mais acolhedores que esse mundo de estranhos mundos em que vivemos. No entanto a pobreza literária de nossos textos cotidianos nos parece mais compreensível e aceitável que o estranho mundo de um Franz Kafka ou Jorge Luis Borges. Afinal de contas o que é de fato ficção?
- alilderson cardoso de jesus, 9:57 AM
SOCIEDADE DE CONSUMO NUMA SIMPLES AMBULÂNCIA PELAS RUAS
Deitado ao olhar do teto, estou afundando na cama lamentando o fato de não ser mais uma dessas pessoas que desconhecem com felicidade a própria miséria. Cansado do olhar vazio do teto, saio às ruas. Uma loura que eu não posso comprar me corteja sorridente num out dor. Ela não tem idéias ou palavras, mas parece bem mais viva – em sua imobilidade silenciosa e gaia – do que eu.
Caminho por mercearias e condomínios sob a vigília de câmeras (que julgamos nos proteger). Sob os olhos desses centuriões modernos podemos nos sentir sob a égide de uma aura de acolhimento como se a invasão de nossa privacidade produzisse uma couraça à prova de possíveis atentados. Eu sigo meu caminho, diante disso tudo, meio tonto, exibindo uma falsa furiosa resignação.
Quando não estou sendo massacrado pelos compromissos da infantilizada vida adulta, apanho um lápis e escrevo. Tenho opiniões. Toda gente as tem, tem-nas sobre tudo e na maioria das vezes “sobretudo”. Mas agora o mais grave é que há mais meios para fazer publicidade das opiniões; uma publicidade gerenciada pela noção de que qualquer prática mais íntima precisa ser exibida como as notas limpas dum exímio pianista. Assim a noção mais elementar de privacidade se rende não só à vigília de câmeras como ao fetiche por elas. Então, dentro deste universo de simulacros nos cercamos de todo o barulho que a indústria puder inventar. É claro que vez ou outra, imersos no ruído dos táxis e dos rádios dentro dos táxis, da trilha sonora em cabeleireiros, casas de massagem, elevadores e metrôs, podemos escolher a que tipo de poluição auditiva queremos nos submeter no desalarmado desespero ou na inconseqüente alegria do dia a dia.
De animais políticos viramos animais domésticos presos a sites de relacionamento, a páginas eletrônicas e a blogs como pacientes terminais a um soro de ilusão de vida. Aliás ilusão é tudo que temos e nosso estranho desejo por alguma publicidade, mesmo que não saibamos direito o que estamos vendendo, é só mais produto interno bruto de nossa fantasia encalhada entre vender e comprar ou ainda entre se vender para poder comprar e de comprar para poder se vender. Tudo isso numa sociedade que encena várias vezes a própria morte para lucrar com o seu apocalipse.
Volto para casa, mas não mais para o olhar do teto. Vou receber o caloroso abraço da tela de meu computador com suas putas pudicas de anúncio de lingerie e seus garotos-propaganda sociopatas a saltar de páginas eletrônicas como as letras mortas de um livro, no entanto, mais vivas do que eu.
Também abraço a tela que me abraça como um náufrago a agarrar-se numa pobre tábua de ficção; uma ficção ainda mais pobre que a ficção em que estamos todos imersos e que por sua vez insistimos de chamar realidade. Uma realidade placidamente desconstruida pelo escritor nipo-britanico J.G Ballard que, em uma espécie de prólogo a um de seus romances(Crash para ser mais preciso), afirma que cabe ao escritor produzir realidade para combater a má ficção que se tornou nossas vidas. Assim, Ballard desnuda esta triste encenação em que somos atores desavisados achando que nossas falas são espontâneas e não parte dum script.
Agarrado à tela do computador como a uma outra tábua de ficção não menos virtual que a “real realidade” sou atacado por essas idéias quando decido voltar a escrever nesse blog considerando a ficção literária a única forma resistente de realidade. Logo me vem a mente algumas cenas de livros que minha memória rasgou e outras perdidas em páginas intactas que memória guardou. Daí penso que os mundos bizarros da ficção costumam ser mais acolhedores que esse mundo de estranhos mundos em que vivemos. No entanto a pobreza literária de nossos textos cotidianos nos parece mais compreensível e aceitável que o estranho mundo de um Franz Kafka ou Jorge Luis Borges. Afinal de contas o que é de fato ficção?
- alilderson cardoso de jesus, 9:55 AM
Quarta-feira, Outubro 27, 2010
Das tabuas do soalho aos copos
Considerações de um blogueiro
eu nome é Alilderson de Jesus. Nasci em São João de Meriti em 1972, mesmo ano em que Marlon Brando escandalizava a todos ao enfiar manteiga no rabo de Maria Schneidder para, digamos, “tornar mais fácil o caminho do amor”. Nasci, portanto, no mesmo ano em que O Último Tango em Paris de Bertollucci e também no mesmo ano em que a equipe olímpica de Israel sofreu um atentado à bomba. A ditadura do papel Noel das esquerdas, Fidel Castro, fazia então 13 anos. Se não me engano Garrastazu Medicci era nosso presidente. Vivia-se sob os “auspícios” da ditadura Militar no Brasil.
Cresci entre os anos 70 e 80. Era uma época em que mesmo uma música muito ruim precisava ter melodia.
Meu sonho quando criança era ser um desses prodígios que eu via na televisão. Depois que os vi crescer tornando-se viciados e bêbados, comecei achar que fosse bom ser como eu era mesmo. Que se não era exatamente bom, ao menos não era péssimo.
Nunca fui de ter um milhão de amigos como na canção de Roberto Carlos. Continuo sendo assim. Mesmo no Orkut, um dos únicos espaços possíveis para se ter um milhão de amigos, tenho apenas 80. Desses oitenta vou apenas à casa de dois. O os outros são sensatos.
Meu interesse por literatura(já que esse blog é um pouco sobre literatura e um pouco sobre como conspirar contra o mundo) veio desde da infância. Nunca fui nenhum gênio. É bom deixar isso claro. Lia livros que tinham mais figuras do que palavras como qualquer criança da minha tenra idade. Comecei a ler os clássicos pra valer na Faculdade, porque no ensino médio minha escola tinha contrato com a série vaga-lume e tínhamos todos que ler coisas como O rapto do menino dourado. Desde então adquiri uma preocupação que com a idade foi só aumentado. O fato de jovens detestarem literatura começou a me incomodar. Na minha adolescência achava que isso fazia parte de uma grande Conspiração de Estado”. Mas tarde descobri que não era bem isso. O que ocorre é que o Estado ou melhor que quem nele se instaura está mais preocupado, e isso inclui nossa educação, com coisas mais importantes do que cuidar do país.
Hoje vejo que os adolescentes de 16 anos que dividem comigo uma confortável sala
ar-condicionada do curso de inglês, detesta literatura. Isso é decorrência de inúmeros fatores aos quais não me vou ater aqui. Mas o que considero importante dizer, por ora, é que esses jovens são vítimas de um sistema perverso. E que pior do que isso, nada tem mesmo a ver com uma grande conspiração para emburrecê-los. Se assim fosse ao menos, teríamos certeza que teríamos alguma importância para quem nos dirige. Todavia esse sistema perverso produto da leniência e não da perversidade propriamente, precisa ser combatido. Principalmente por aqueles que se dizem “interessados em política”. Os que assim se denominam, e me refiro aos poucos que assim se denominam movidos por boas intenções, não percebem que a cultura de massas é seu maior inimigo. Qualquer agente da esquerda ou da direita é menos perigoso que a cultura de massas. Que cá entre nós é bem mais atraente para esses jovens do que literatura. A cultura de massas fornece happy end para suas respostas prontas. Ou seja para as respostas prontas desses jovens e também para respostas prontas da própria cultura de massas. parágrafo
Bem, eu não pretendo me arrogar de salvador desses jovens. Não posso, sequer, atribuir a esse papel no que diz respeito a mim mesmo. O que pretendo fazer é olhar a minha volta e ficar irritantemente perturbado com tudo que se encara com estranha naturalidade. A isso chamo de leitura.
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