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NU FRONTAL
Se você acha que Caetano Veloso é poeta, Gilberto Gil é filósofo,cano de descarga é incenso e o "brasil" é o país do futuro, este espaço deseja humildemente demonstrar que em país de cego quem tem um olho é Aleijadinho.
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Domingo, Maio 18, 2008
alildersonchatopraburro
ajajajajaj
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globo
pequena morte
alildersonchatopraburro
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......
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,,,,,
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lllll
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Sexta-feira, Maio 09, 2008
9.5.08 10:08 PM | alilderson cardoso de jesus]
AFAGOS E EGOS
Muitos dizem que tenho a propensão para falar mal. Falo mal até de mim mesmo. Uns atribuem este meu caráter a certa amargura. Eu não sou amargo. Maníaco depressivo, talvez. Ocorre que falar mal é só para os corajosos, os covardes falam bem de todo mundo, como faz Caetano Veloso. Eu sigo falando mal, por que é a única coisa sensata a fazer. Não vejo sentido em elogiar o lixo. O Brasil é um lixo que nos trata como suas baratas. Como barata é um inseto repulsivo imune até a uma explosão nuclear, cunhamos para nós a idéia de que somos acima de tudo fortes.Somos insetos viciados em inseticida, isto sim é mais provável.
No meio em que vivo, ou seja, o meio acadêmico, as pessoas adotam a estratégia de se afagarem aos egos mutuamente, como se isso fosse uma obrigação para a devida manutenção da civilidade. Vivemos numa sociedade que não suporta a crítica. Tanto no sentido de dar suporte, ou seja, consistência a essa crítica, quanto no sentido de agüentar seus golpes. Vejo o lixo midiático invadir a esfera respeitável do acadêmico. O já citado Caetano Veloso ser adotado como poeta na faculdade em que me orgulho de ser forjado, é uma prova disso. Vejo o lixo musical como o tal do funquecarioca a ser exaltado como movimento político de resistência dos pobres. Um tipo de música que exalta a miséria, a submissão feminina, o machismo, o racismo e o conformismo. E tenho que falar bem? Tenho a obrigação cívica de falar mal ou de falar bem ao falar mal. Mas tenho que descer a lenha nessas coisas. Infelizmente vivemos num tempo em que reflexão virou “coisa de viadinho” ou de pedante. A arrogância traveste-se de democracia, de respeito à diferença. Acaricia-se o ego inflado de gente sem talento e sem caráter e transforma-se isso numa prática não só aceitável como única a ser aceita.
Eu como sou chato, chato pra burro, sigo resmungando.
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[30.4.08 6:43 PM | alilderson cardoso de jesus]
EDITORIAL
Começa aqui minha primeira e quiçá única, experiência com assassinato. Acabo de matar meu antigo blog o nu frontal. Cansei dele. Cansei de seus textos, de seu formato e, sobretudo de seu nome. “nu frontal” me divertia por parecer um blog de sacanagem. Revelava meus objetivos nada nobres de expor a nu este país. Era um título e tanto. Mas tinha um defeito. Não fazia menção a meu nome. Eu que sou um anônimo e quero trilhar o mesmo caminho de mari moon e clara averbruck preciso familiarizar as pessoas com meu exótico nome, uma curiosa junção das inicias de meu pai Alípio (ali) e as finais de minha mãe Gildete(ilde)como meu pai achou o sufixo ete um tanto afeminado e eu sou sujeito macho(ao menos na concepção dele)substitui-o “rson” que é comum em nomes como o do meu irmão Anderson. Por isso inventei este novo blog. Só para que meu nome fique em evidência. Ao invés disso, pensei em algo mais eficiente como matar alguém e não só um blog, mas isso me traria muitos dissabores. Até porque a pessoa que eu realmente queria matar, fez as pazes comigo. Nos tratamos civilizadamente. Se eu a matasse agora, seria no mínimo deselegante. Restou-me como alternativa para fama este blog que sem dúvida será um bigblogger.(desculpe-me mais não resisti ao trocadilho)
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Quinta-feira, Maio 08, 2008
img src="http://www.alildersonchatopraburro.blogger.com.br/bunda.jpg">
AFAGOS E EGOS
Muitos dizem que tenho a propensão para falar mal. Falo mal até de mim mesmo. Uns atribuem este meu caráter a certa amargura. Eu não sou amargo. Maníaco depressivo, talvez. Ocorre que falar mal é só para os corajosos, os covardes falam bem de todo mundo, como faz Caetano Veloso. Eu sigo falando mal, por que é a única coisa sensata a fazer. Não vejo sentido em elogiar o lixo. O Brasil é um lixo que nos trata como suas baratas. Como barata é um inseto repulsivo imune até a uma explosão nuclear, cunhamos para nós a idéia de que somos acima de tudo fortes.Somos insetos viciados em inseticida, isto sim é mais provável.
No meio em que vivo, ou seja, o meio acadêmico, as pessoas adotam a estratégia de se afagarem aos egos mutuamente, como se isso fosse uma obrigação para a devida manutenção da civilidade. Vivemos numa sociedade que não suporta a crítica. Tanto no sentido de dar suporte, ou seja, consistência a essa crítica, quanto no sentido de agüentar seus golpes. Vejo o lixo midiático invadir a esfera respeitável do acadêmico. O já citado Caetano Veloso ser adotado como poeta na faculdade em que me orgulho de ser forjado, é uma prova disso. Vejo o lixo musical como o tal do funquecarioca a ser exaltado como movimento político de resistência dos pobres. Um tipo de música que exalta a miséria, a submissão feminina, o machismo, o racismo e o conformismo. E tenho que falar bem? Tenho a obrigação cívica de falar mal ou de falar bem ao falar mal. Mas tenho que descer a lenha nessas coisas. Infelizmente vivemos num tempo em que reflexão virou “coisa de viadinho” ou de pedante. A arrogância traveste-se de democracia, de respeito à diferença. Acaricia-se o ego inflado de gente sem talento e sem caráter e transforma-se isso numa prática não só aceitável como única a ser aceita.
Eu como sou chato, chato pra burro, sigo resmungando.
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akakakakakkdkdk
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Quarta-feira, Abril 23, 2008
Não tenho muitas idéias sobre o que escrever. Mas tenho que postar alguma coisa para dar a devida regularidade a este blog. Tenho algumas surpresas para o leitor, mas por agora não posso revelá-las. Espero profundamente
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Domingo, Abril 06, 2008
O VALOR DA AMIZADE
Apaixonei-me por uma mulher de nome índio. Eram meados de 90 e tudo para mim era aquele amor rebentado no peito de um jovem muito velho. Eu que a via esticar-se noutros braços, acompanhava-a de perto como amigo e confidente. Durante muito tempo prestei-me a este papel até perceber que nunca quis sua amizade. De fato não me interessavam seus cuidados e carinhos de amiga. Declarei-me à imponente figura e tudo mudou. Para mim. Não para ela que continuou a pleitear minha amizade. Até que dei um basta e fiquei sofrendo seus amores que não eram eu, de longe. Percebo que as pessoas menosprezam a amizade. Tratam-na como prêmio de consolação. Não percebem que a amizade é outra forma de amor. Quando alguém está apaixonado por alguém não deve aceitar sua amizade, porque estará maculando dois amores:o seu ativo dentro de suas entranhas e o outro: o amor de amigo. Ele não ama como amigo, estará então fingindo um amor que deveras não sente no mesmo lance em que estará sufocando um amor que deveras sente em troca do consolo de estar ao lado da mulher amada como um diabético na doceria. Isto é estranho para mim. Não entendo o amor pela metade. Não entendo o amorzinho comedido que se casa e tem filhos. Talvez por isso seja eu avesso ao casamento. Eu só sei amar com lâminas. Por isso neste momento amo só aos meus amigos. O amor de amigo pode se dar ao luxo de não ter lâminas. Eu trago-as bem guardadas comigo, para o caso da amizade se tornar outra coisa, mas é só por pura precaução.
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Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008
NINGUÉM QUER SABER DE LITERATURA.
A invenção do livro, próximo de como o conhecemos, data do século XV, quando Gutemberg inventou a impressa. Na verdade o livro vem de bem antes se entendermos as cavernas, pedras, e mais adiante, os papiros e os escritos dos copistas na idade média, parentes próximos deste objeto. Hoje temos a indústria a produzi-los francamente, mas mesmo antes disso o homem sempre teve uma relação forte com a escrita. Tanto assim o é, que até hoje muita gente acha uma população ágrafa, digo ágrafa e não analfabeta, inferior. O que não nos ocorre na maioria das vezes é que a escrita nasceu duma necessidade vulgar do homem primordial de marcar seus objetos, seu transporte para comunicação levou algum tempo.
Atrevo-me a afirmar que temos uma relação ambígua com a escrita, quando queremos atestar a veracidade ou consistência de algum argumento, afirmamos: está escrito, ou assim dizem as escrituras. Agimos como se o papel não aceitasse qualquer coisa que se lhe impõe como verdade. Na atual fase de indústria cultural deparamo-nos com um fenômeno interessante: ninguém quer saber de literatura, mas muita gente, pelo menos entre os que o podem comprar, quer o livro. O livro virou um fetiche da classe média que antes mesmo de alfabetizar-se ou mesmo sem interesse nisso, cultiva volumosas bibliotecas em seus gabinetes particulares. Existe o tipo exibicionista que compra livros a metro, o tipo colecionador que se esfalfa em primeiras edições em péssimo estado pelo qual este paga uma fortuna. Mas uma olhada na lista de best selleres, que meu saudoso amigo Denílson Vasconcelos num de seus belos contos traduziu como Bestas Célebres, nos dá a verdadeira dimensão que ocupa o livro no imaginário do leitor comum. A primeira impressão que se pode colher, é que a diferença entre livro e literatura é tão imperceptível para este, quanto a diferença entre moldura e o quadro é para o míope. Sua ambição é pelo artigo da moda. Este freqüenta uma livraria como quem adentra um shopping. Aliás, como as livrarias estão cada vez mais parecidas como shopping. O leitor comum quer ter livro em casa, talvez para ler. Este não percebe que o livro é uma quinquilharia como outra qualquer. Gente como o bravo Eurico Miranda, para quem ler é uma grande perda de tempo, e nosso atual presidente que comparou a leitura ao extenuante e, segundo o próprio, um tanto tedioso, exercício de andar numa esteira, sabe disso. Mas o consumidor de livros gasta seu dinheiro e tempo juntado coisas que mesmo lendo não estará a ler. Eu mesmo pareço não ser a pessoa mais indicada para criticar tal conduta. Nesta minha curta existência como bloguista usei Drummond para falar de Giselle Bunschën, usei Diogo Mainard para falar mal do excelentíssimo presidente, insultei Caetano, insultei Gil, o que significa que essa gente ocupou mais este espaço que Luis Miguel Nava Ou Herberto Helder. Isso porque ainda não sei se quero ser TV Globo ou TV Cultura. Mas duma coisa estou certo a literatura, conceito que ocupou Sartre e outros, é uma decida aos infernos com o estranho sabor de paraíso. Mais o leitor, ou melhor ledor, não quer saber disso. Não saber e nem quer que "Saber" e "Sabor" tem a mesma etimologia. O ledor quer o que mal sabe e o que lhe sabe mal para a cuca. Quer livros de auto- ajuda, quer o escândalo da última hora fornecido por ex-prostitutas ou ex –amantes de políticos corruptos, mais barato nos jornais e revistas, mas que este insiste em procurar na bela fachada do livro. Acha que portando-o fica com aparência mais culta. Ou quer manuais de felicidade ou diversão ligeira. Diabos ser feliz? Como bem disse Kafka, pode-se ser feliz sem livro. Neste objeto deve se buscar literatura e não felicidade. A lista dos mais vendidos oferece a segunda opção. E neste caso felicidade é mera manipulação da expectativa, tão habilmente usada por Sherazade que, como salienta E.M. Foster, sabia que, para escapar da vindoura sentença de morte imposta por seu marido, só mesmo valendo-se estratégia do suspense, que é a única coisa que funciona com bárbaros. Portanto há de se supor que a esperta heroína de mil e uma noites é uma pervertida inspiração para o mercado literário. Triste, não?
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Sábado, Fevereiro 16, 2008
SEMPRE APRENDO UM POUCO MAIS COM A PEQUENA MORTE
Num tempo de monopólio e manipulação da informação, nada mais saudável que um organismo que propõe a reflexão ao invés da histeria. Se tens como eu uma sensação de deserto n’alma, saiba que uma revista eletrônica de qualidade singular nos visita com a freqüência de um amigo solícito e nos fala sobre literatura. Boa parte dos textos da Revista Pequena Morte deve interessar a muito poucos, mas sem dúvida este tipo de obstáculo é o que ratifica seu espírito desbravador. Vivemos num tempo em que desesperadamente quase todos querem falar a muitos, mesmo sem terem o que dizer, vide os big brothers e os políticos que elegemos. O seu oposto, sinalizado com êxito pela revista Pequena morte, é muito mais que uma bem-vinda lufada de ar. Nela encontramos articulistas ligados ou não à Faculdade de Letras, jovens intelectuais misturados a veteranos no ofício da escrita. Temos entrevistas com escritores, críticos, artistas de alta monta, artistas de verdade, pessoas que produzem o nosso tempo na surdina e não sob os holofotes. Sinto-me profundamente honrado de ter pertencido, ainda que brevemente, à história desta revista. Leio sempre que posso e quando não posso, esforço-me e leio também. Aprendo coisas novas, sou confrontado com novas leituras, percebo que a poesia e a prosa são um caso perdido de amor. Sou levado a pensar Hamlet com a sociedade do espetáculo de Guy Debord, sou tomado por um olhar diferenciado sobre Clarice Lispector ou Adília Lopes, sou apresentado formalmente à gente que nem conhecia. Iria terminar este texto lamentando seu universo diminuto, queria que este veículo fosse o blog da Carolina Dickman ou da Luana Piovani, assim mais gente teria ciência desta importantíssima revista, apropriadamente chamada de Pequena Morte, mas prefiro expor minha felicidade em poder dizer algo sobre este periódico do mundo virtual que tanto me alegra. Saudações à Pequena Morte.
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Quinta-feira, Janeiro 31, 2008
FETICHE PELO “PANCADÃO” OU A REGRESSÃO DA AUDIÇÃO
Há algum uma matéria intitulada "O marginal integrado" assinalava com uma forçada felicidade patriótica, o sucesso do chamado "pancadão" entre os gringos, a saber: os ingleses e os estadunidenses. O periódico que me noticiava tamanha glória nacional não era Amiga Ou Contigo, que não leio tal estirpe de literatura, era a a Revista Bravo, uma espécie de almanaque para intelectuais. Nesta folgada leitura deparei-me com vários nomes da massmídia (Fernanda Abreu, Lobão, e o indefectível Veloso entre eles) a louvar, defender e legitimar o "funquecarioka" como grito dos oprimidos, revolução estética popular e outras patacuadas. Aterrado com o teor da matéria, descubro, entre outras coisas, que pertenço a elite "com medo das coisas que vem debaixo" e que o fato de eu ser um pobre morador de São João de Meriti, uma cidade que não tem livraria, não me exime de ser um "fascista" porque não acolho, com a mesma naturalidade e indulgência dos entusiastas do funquecarioka, a incapacidade de cantar,compor, arranjar desses que vociferam barbarismos e impropérios machistas e preconceituosos(quando acabar o fascista sou eu)sob uma base rítmica pré-gravada.
Descubro também, mas não com surpresa, que a total regressão da audição da qual falava Adorno é um fato que agora sim podemos constatar sem qualquer sombra de dúvida. Uma regressão agora glorificada por veículos pretensamente envolvidos com a crítica de arte.
Se o teórico germânico cravava suas garras no pescoço do pobre jazz, o que poderia dizer ele ao deparar-se com o som pilotado pelo DJ Malboro? Bem se o Jazz para Adorno era uma música insipiente feita por e para pessoas idem, o que se pode dizer do tal "funquecarioka" e de seus mentores e audiência, os funqueiros?
Sou levado a supor que essa gente que defende, dança e vive do "pancadão"não está interessada em música. Tanto é verdade, que nenhuma das estrelas ou simples simpatizantes ou consumidores do gênero consegue defendê-lo a partir da ótica estritamente musical.Não bastasse isso fazem a apologia da deseducação que ultrapassa os limites da apreciação de um fenômeno estético, beirando ao confinamento a um lance único, como se grupos de indivíduos de origem humilde fossem incapazes de interagir com outros gêneros ou idéias. A ascensão do pancadão para qual não só a Bravo oportunisticamente sorriu, é não só uma regressão da audição, mas um empobrecimento de perspectiva ante a tecnologia benfazeja e massacrante com a qual nunca soubemos lidar. Não se aprecia mais o talento que agora é uma conspiração de uma horda de nazistas para a preservação de ninchos de pedantismo, ou, no mínimo, algo como exigir talher de peixe numa ilha deserta. Quase a totalidade das pessoas ignora que qualquer arte é produto dum labor intelectual. Mesmo o simples ato de segurar uma lata de cerveja é produto, ainda que de menor monta, de um labor intelectual.Um macaco não é capaz de segurar uma lata de alumínio sem amassa-la a não ser que seja adestrado para isso. Para produzir música é necessária alguma educação, assim como para ouvi-la. Ocorre que quase ninguém ouve música, ouvir música é um ato, uma atividade. O que as pessoas fazem grosso modo é deixar passivamente que a música entre pelos seus ouvidos como uma diarréia que excepcionalmente entra pelo corpo. Este mesmo grupo de indivíduos alimenta-se da barbárie que se delineia a partir de versos infantilmente obscenos. Esse mesmo público não se dá conta ou se dá conta e não se importa, o que é mais grave, que aplaude avidamente algo que ele mesmo poderia fazer sem o menor esforço, já que desafinar não requisita aptidão. Outro dado alarmante, é que os "funqueiros" idolatram a repetição e consomem uma empresa e não seus supostos artistas. Eles compram, agora felizmente pirata, o cd da Furacão 2000 que demite esses cretinos, que se quer se dão ao trabalho de fingir que cantam, como se fossem peões de obra.(um castelo de horrores eu diria).Um funkeiro é uma estrela porque uma empresa diz que ele é uma estrela e as pessoas tratam-no como tal sem que este "sortudo" tenha que fazer nada de excepcional basta ele se comportar como um macaco e nem precisa ser capaz de segurar uma lata de alumínio, basta grunhir e pular que está ótimo.
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Segunda-feira, Janeiro 21, 2008
DE VOLTA À CENA
Estive fora do ar por esses dias. Viajei para um lugar que não tinha internet. Poderia ter apelado para alguma lanhouse, mas só agora fui descobrir que diabos era lanhouse. De qualquer modo estou eu de volta prometendo não mais vos abandonar. Sei que embora meus visitantes não deixem comentário, sei que eles estão aí. Ou pelo menos sempre encontro alguém que diz ter lido meu texto. 0timo, mas gosto que comentem o texto na própria página. Isso cria uma fantástica e bem-vinda ilusão de diálogo. Quero prometer também uma regularidade. Não sei se diária ou semanal. É bem possível que se recaia nesta última.Sem mais, espero que continuem comigo apesar deste meu desleixo.Farei tudo para tornar esse espaço mais atraente. Aguardem surpresas!
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Domingo, Dezembro 23, 2007
O natal
Aproximamo-nos do natal. Segundo os doutos é o nascimento de Cristo que se celebra neste dia. Ficamos bêbados e vomitamos no aquário em nome de Jesus. Não sei se o messias aprova essa manifestação um tanto exótica de amor a ele. sei de uma coisa a última criatura em que penso no natal é justamente o dono da festa. Isso seria uma heresia se eu fosse católico, não é o caso. Mas às vezes penso se não é hipocrisia da minha parte participar do aniversário do homem. Em minha casa há uma ceia farta. Há também uma música pagã, quando a ocasião exigiria canções religiosas. Mas, religiosas de que religião? Jesus é um santo católico ou protestante (lá sei eu). Todo mundo exceto eu, aqui em casa é umbandista. Seriam adequados os cânticos afros no natal? Aliás ubandista deveria comemorar o natal? Bem... especulações nem um pouco natalinas de um idiota sem assunto, mas uma coisa é certa a festa de ano novo é bem mais divertida. Não tem Jesus pra atrapalhar.
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